
1
Foi notícia nos jornais,
Mostrou a televisão
A desordem na cidade
A tamanha confusão
O ataque de bandidos
E o terror no Alemão.
2
Ó meu São Sebastião,
Mártir Santo Padroeiro,
Proteja a população
Deste Rio de Janeiro
Que sofre com a violência,
Dum grupo de bandoleiro.
3
É polícia pra todo lado
É bandido e caveirão.
Com essa violência toda
Quem sofre é a população
Que fica presa em casa
Com medo da situação.
4
É todo mundo botando
Em suas portas tramelas.
É bala comendo solto,
No asfalto e nas favelas.
Sofre pobre, sofre rico,
Fugindo destas Mazelas.
5
Por falta de segurança.
Escolas foram fechadas.
O terror é bem visível
Nas imagens propagadas.
Com tanta barbaridade,
Só com as forças armadas!
6
Até a igreja da Penha
Recinto de oração
Nesta guerrilha urbana
Foi vítima de invasão
Pelo espaço sagrado
Faltou consideração
7
Ônibus incendiados,
Motos, carros, também.
Com a revolta do povo,
A resposta logo vem.
Autoridades unidas,
Traçam planos que convem
8
Sofreu a Vila Cruzeiro,
E tremeu o Alemão.
Ao ver as autoridades
Tomando a decisão
De invadir a favela...
E houve a invasão!
9
Exército compareceu
Com seu verde esperança.
E mostrando sua força
A todos deu e confiança
Anunciando enfim
Que chegaria a bonança.
10
Bandido foi transferido,
Pra outra jurisdição.
Alguns foram mortos,
Com a polícia em ação.
E outros se entregaram
Indo parar na prisão.
11
O reboliço foi feio,
O bicho de fato pegou.
Teve até mãe de bandido
Que seu filho entregou
Querendo salvar a cria
Que um dia ela gerou.
12
Policiais e políticos,
E toda sociedade,
O povo todo unido,
Teve, sim, autoridade
Para colocar um fim
Na cruel barbaridade.
13
Eu não sei se realmente,
Mudará a situação,
E todo esse processo
Sem a continuação
Não ajudará em nada
O morro do Alemão.
14
Que essa comunidade,
Seja então pacificada.
Que crianças corram livres
Sem temer sua estrada.
E que os trabalhadores
Voltem a sua jornada.
15
Espero que os políticos
Cumpram a obrigação
De dar estudo, trabalho
A carente população,
Das pobres comunidades
Sedentas de solução.
16
Na favela tem bandido,
Isso é uma verdade.
Mas também tem gente boa,
Com sua dignidade.
Que merece nova vida
Com menos dificuldade.
17
Aonde o poder público,
Firme, não se manifesta,
E a tropa do mal chega
Fazendo a sua festa
No comando do lugar
Aparece sempre um testa.
18
Tanto pode ser bandido
Como algum miliciano.
Que lá na comunidade
Acaba então mandando.
E quem mora na favela
Sofre com este comando.
19
Mais uma vez eu convoco
Ao meu Santo padroeiro,
Que proteja a cidade
Que é o Rio de Janeiro.
Ó meu São Sebastião,
Livrai-nos deste salseiro.
20
Neste cordel eu registro.
Um caso que se passou
No fim de dois mil e dez.
E a todos apavorou,
Mas o Rio de Janeiro
Bem alegre ressuscitou.
Dalinha Catunda
(Cordel citado no Globo Rural de 02.01.2011, no aniversário de 31 anos do programa)
http://mundocordel.blogspot.com/
O Chico Biu
Uniu o nosso
Destino!
A Tarraxinha é
Nosso Hino!
Baseado em fatos
Reais!
Nazismo nunca mais!
Retroceder nunca!
Rendesse jamais!
O Medo é meu
Seguidor!
A Dor é meu
Pastor!
Minha avó é
De Salvador
Doutor Severiano é
Meu vô!
O meu Romantismo
Consiste em ver
No teu espirro
O maior sinal
De Amor que
Existe!
Marreco, ganso e pato
Santíssima trindade dos otários
Viado, piranha d´boa!
Mais ta ligado...!
Traíra é mato!
Não vendo fiado!
Dois e dois quatro
Ave Maria Jota
Estar com a Cristal
Tudo de mais
Faz mal!
Etc & Tal...
Filho da Puta
Cara de pau...
...e para finalizar
Quero destacar :
“A arma é uma
Isca para fisgar!
Você não é
Policia para matar!”
Sinsemilla, Chá de
Cidreira,
Erva doce e
Camomila...
D´ Mataraca a
Cabedelo
É so noia e
Desespero!
Tenho na Agonia
O suprassumo de
Minha Filosofia
Eu e Tu
Mais
5 litros de Pitu
Viagra, Arabu, and
Fuck You
Em mulher não
Se bate nem
Com uma Flor
Já dizia meu
Avô!
Nunca diga nunca!
Antes tarde que nunca!
D´aquela água nunca!
Beberei...
Bicho prego do
Querei!
Nosso Amor é
Eterno, sei...
Ei, Teu nome
É ei?!
No Bairro é
Foda!
La tem Embolada!
Ciranda e Samba
De Roda...
Mas ta ligado!?
Vá com um
Chegado
Amo o Gordo
De Paixão!
A Putaria tenho
Devoção!
Sou sobrinho de
Titão!
Do Grotão rua
Do Can Cão
Segui as migalhas
De pão!
E sendo Broder
Seu, o touqe
Ta dado...
Pode crer Punk
To ligado!
Marquinho foi fechado
Junto com dois
Chegados
Fuzilado!
Na barraca de
Maria...
Onde bebiam
O Mar viu
Tudo!
A Ressaca é
Seu Luto!
...E por aqui
Fico ao som
Do Dj Negro
Rico
Mas só para
Relembrar
“A arma é uma
Isca para fisgar!
Você não é
Policia para matar!”
“Parece Cocaína, mas”.
É só tristeza”
Filosofia da Miséria?
Ou
Miséria da Filosofia?
Quando fui a
Catingueira comi Su shi
Com rapa de
Juá
Dona Maria gritava:
Asopra mininu mode
O fogo pega!
“Luar é meu
Nome aos avessos
Não tem fim
Nem começo”
Jacaré é Jacaré
...E marquinho é
O bicho!
Se me tem Amor
Coma a minha
Dor!
Nicácio é Nicanô
Pablo é Dodô
Roberto é Caolhô
Joaquim é Nabucô
Dj é Ricô
“Não compre plante!”
“Tantos livros na
Estante”
“Olho por olho
Dente por dente”
Quelé caboco porreta
Mascava Pimenta Malagueta
Vivia como rei
Na sarjeta
Tinha tatooado nas
Sobrancelhas:
“A arma é uma
Isca para fisgar!
Você não é
Policia para matar!”
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Anarquista, Dadaísta, Capitali$ta...
O Diabo vai comer seu cu!
Budista, Espiritualista, Materialista...
O Diabo vai comer seu cu!
Raul Seixista, Bakunista...
O Diabo vai comer seu cu!
Puritanos, Escrotos, O Povo...
O Diabo vai comer seu cu!
Anarco-Punk, Punk Drunk...
O Diabo vai comer seu cu!
Raw Punk, Street Punk, Elefante...
O Diabo vai comer seu cu!
Niilista, Otimista, Realista,
Pessimista, Anarquista...
O Diabo vai comer seu cu!
Jesus Cristo, Buda, Lao-Tzu...
O Diabo vai comer seu cu!
Ah!!!! Ah!!!Ah!!!Ah!!!
Pomba Gira, Ave Maria...
O Diabo vai comer seu cu!
O Diabo vai comer seu cu!
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Aqueles sentimentos sem definições
Esse Corsário que nos rouba as Ilusões...
Saca! Aquele lance Cru! Viril!
Arrebatador da razão e seu covil!
Nem as forças da Natureza podem equiparar
Aquilo que lhe usurpa a realidade
...e põe sonhos em seu lugar!
Todas as forças do Universo em comunhão
Não chega a arranhar aquele ser Hediondo
Que se revela pelo vicio de Amar!
Eu, o Gordo & Todos os problemas do mundo...
Te amo Broder!
+ ou – 03/ Dez./2010
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Q
uando navego em min
Paisagens comuns
São Desertos
Naufrágios
E coisas assim...
Mar Morto!
Terra estéril!
Lugar onde
O principio
E o meio
São Ilusões
Necessárias para
O Fim!
Na Vazante
De minhas Marés
Entre Martírios
& Reveses presencio
O Eclipse d´minha alma
E com os restos de Quimeras
Banho meus pés!
A hidrografia do meu ser
Nos seus Rios, Riachos,
Lagos, deságuam no Oceano
Toda magoa d um ser
Que tem na Abiose sua
Forma de viver!
Uma garrafa de Conhaque, uma tarde bucólica de domingo. A Chuva da o Tom. A Solidão na praia do Poço no Inverno é aterradora!
A Solidão é apenas uma sintonia como outra qualquer, ironia né?
Uma mentira Romântica é a Solidão?
Escuto a resposta em uma onda. Porem infelizmente não tem tradução!
E nas entre linhas do navegar estão os Naufrágios de todas as conjugações do verbo Amar!
Uma arrevoada de Flores ao som do teu silêncio
Doutor queria lhe pedir por gentileza as sobras do pão de quarta-feira...
Você viu! Só não teve olhos para enxergar
...Doutor minha criança que o Sr estuprou abortou, mas me falou que sua camisa já passou!
Sim, ainda te amo... Mas existe o Espelho, o Reflexo e quem é a Parede?
O Crepúsculo é minha cria bastarda! Seus braços são um covil que não distingue ismos se é Puta ou quem a Pariu...
Acompanhado pela eterna ausência que me segue na excelência de ficar bêbado!
Os Abandonados unidos pela comunhão dos Viciados.
A Madrugada é a Madrasta de todos os moribundos...
A Fé me guia! O oitão me guarda minha mãe desculpa o que fiz nas Madrugadas!
Os Sequelados unidos pela Comunhão dos Desgraçados!
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